Arquivo de Maio, 2008

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Eu mesma por mim!

Maio 31, 2008
Quem me conhece, sabe.
não guardo nada para depois.
não economizo felicidade.
não economizo palavras.
não economizo vontades.
na verdade, não me economizo.
não espero o momento certo,
não tenho o perfume lacrado,
o vinho guardado,
a lingerie na caixa,
a surpresa pronta para a data especial.
toda hora é agora.
quase impossível deixar pra mais tarde.
pode ser um defeito devastador, eu sei.
mas não está em mim engolir desejos,
usar camisola rasgada pra dormir sozinha,
passar lavanda barata para ir ao supermercado,
dizer que não quando a vontade é dizer sim!
não está em mim fazer jogo, fazer tipo, esperar pra ver,
ficar com gosto do beijo não dado, deixar a página em branco
com medo de confessar. Ah, me poupe!
eu quero provar o inesperado,
improvisar meu mundo,
fazer sozinha, me enfeitar e me embebedar de mim.
quero muito mais do que sou,
quero tudo de nós dois,
quero o agora e quero o depois.
eu não gosto de rótulos, cansei de regras,
estou entendiada com tanta posologia na vida, acho
“modo de usar” um tanto quanto limitado,
considero uma pobreza de espírito essa moda
de ‘achar’, ‘julgar’ e ‘estereotipar’.
eu quero mais é ser feliz hoje, quero me sentir bem agora…
dá licença?
uso perfume francês de dia, te amo à noite, te odeio sem motivo,
tenho algumas tatuagens, poucas calcinhas, adoro all star, minha única
droga é salgada e quero casar com você agora.
você é poesia. eu? luta… eu não economizo no verbo amar.
depois de tantas juras e juros, não me dei por vencida:
você é o melhor investimento para o meu coração
(que vive na boca e acabou de sair do serasa).
crédito aprovado?
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dívidas:

Maio 31, 2008
eu: você me deve uma canção.
ele: eu te devo explicação.
eu: você me deve um pulmão.
ele: E eu te devo um coração.
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.deitada no escuro.

Maio 31, 2008

no mais, continuo igual para você continuar me encontrando. me salvando. continuo amando. continuo te amando. continuo te ouvindo sempre. continuo te admirando. continuo andando de mãos dadas. continuo sendo apenas a metade da sua metade. sua. feita sob medida. para sempre e sempre. até que você me peça para mudar.

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.pequenos roubos.

Maio 30, 2008
“Não é todo dia que se tem a vida inteira.” tan cadão e pappon
“Agente vai passando por essa vida mesmo muito desprotegido.
capacete devia ser era no peito.” Anna k
“o amor é um droga. Só ocupa espaço” tanx cadão e pappon
* Tenho culpa se gostei delas?! :D
“sou daqueles que num incêndio salvam o fogo”
joão victor (tirada de um blog destes da vida)
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seco.

Maio 30, 2008
ando seco.
minhas mãos estão secas.
meus lábios estão secos.
meus pés estão secos.
devem estar fazendo companhia pro coração e cérebro.
tem sido uma vida seca.
dias e noites ressequidos, uma existência ressentida,
a mais pura caatinga emocinal.
sempre 340 graus à sombra, e nada além de um vento
modorrento e nicas de umidade.
e olha que passo creme, protetor labial, mas tudo não passa de paliativo,
de enrolação, no dia seguinte, tá lá a secura a me esperar,
recorrente testemunha ocular.
lembro de um amigo falando para outra amiga que ao passar creme,
apenas pioramos o assunto,
pois os poros ficam ainda mais preguiçosos.
ele recomendava álcool. sem piadinha, pliz,
embora eu mesma tenho vontade de las fezer-las.
pois o álcool tópico vai meio que dar um choque.
como se passa álcool no coração? eu tenho tentado via oral,
mas não parece surtir efeito, além
de acabar com o meu figado. afogar as mágoas?
elas aprendem a nadar. secura?
me apossando de guimarães rosa, quanta ousadia.
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Preferível??

Maio 27, 2008

Na hora da despedida o que dói mais?! Encarar a situação e dá adeus ou não ir e saber que enquanto você fica escondido chorando só a pessoa em questão também chora só e parte. Não sei qual foi meu erro, nem tive a chance de escolher, o destino assim vez por mim e, agora choro aqui nesse quarto, pensando em você chorando na estrada, abalada por um fato que me abalou mesmo estando distante. É; Como diria Chico Buarque “O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração…”

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a menina é assim, toda assim:

Maio 24, 2008

Eu tenho exatas vinte e uma personalidades diferentes dentro de mim e todas, definitivamente todas, se odeiam. Eu me divirto com qualquer coisa, mas não sou de gargalhadas. Eu já fui mais engraçada, eu já tive dias piores, eu já falei muita besteira e até hoje eu sou simplesmente incapaz de abrir uma caixinha de cereal sem rasgar a tampa. Aquelas maldidas! :~ Eu tenho medo de quase tudo, eu falo demais o tempo todo, eu faço careta sem motivo, eu nunca aprendi a andar de bicicleta, eu faço piada até em funeral, eu tenho o senso de etiqueta de um neandertal e eu sorrio com a boca meio torta, por que é até charmosinho. E, se me deixarem eu fico aqui até amanhã dizendo que eu sou assim e assim e um pouquinho mais assim. Ah, e assado. Assado também. Sou muito assado de vez em quando.

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é isso aí!

Maio 22, 2008

“Pra não tocá-la, melhor nem vê-la” Faz tanto tempo…

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Um verdadeiro chuchu. :3

Maio 20, 2008

Consiste em coexistir. Consiste em construir uma galáxia inteira dentro de um peso de papel. Consiste em exagerar o óbvio com olhos de imbecil. Consiste em definir o espaço exato de tempo entre um sorriso e a felicidade eterna. Consiste em não limitar-se ao que se expõe. Consiste em lutar pelos sonhos de outros. Consiste em crer piamente na vitória pessoal, mesmo a pessoa em questão sendo, na verdade, duas. Consiste em preocupar-se. Consiste em mostrar-se um ser humano maior do que se cria ser até então. Consiste em achar dentro de si, o melhor. Consiste em engolir sapos, em queimar a língua com as próprias palavras estúpidas. Consiste em alterar-se. Consiste em uma enorme vertigem sem fim e uma corda bamba em espiral flutuando no alto de um vulcão ativo.

Uma vidinha normal, uma casa no campo, uma bobagem qualquer, uma valsinha de fim de tarde. O poente melancólico de sempre. Pra você, o que você quiser. Do jeito que eu puder. De macacos comendo bananas à mais bizarra atração circense. Eu farei, se for o caso, o universo todo de novo. Até você achar o que quer, até você me dizer:

“Amor, é aqui que eu quero ficar.”
E aí a gente senta no chão e abre uma coca-cola, tá? Eu prometo.
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… ouvindo o sonho das flores.

Maio 19, 2008

Quando criei tento, quis acarinha-la. E eu nem percebi que começava a congelarminh’alma. É como se meus ossos todos fraturassem e eu vivesse um verso do Catulo: “Foi tanta satisfação, que se eu não tapasse a boca ficava sem coração.” Ela parece um fractal. “Tinha o tamanho dum beijo, aquela boca morena”, cujo sorriso era um verdadeiro atentado ao pudor. E senti-me livre, presa a ela. Eu estava do tamanho de um poema. O medo fusionou-se ao frio que inexplicavelmente senti. Um cheiro semi agridoce penetrou cada um dos poros da minha pele. Era ela, que ao entrar por minha derme, encaminhou-se aos ouvidos, depois saiu pela boca. Irei guardá-la num relicário. Eu tenho medo dos meus desejos, dos meus pecados, dos meus castigos. Permaneci no jardim, “ouvindo o sonho das flores” (elisa)