- Oi, tudo bem?
- Tudo Bem…
…Fora o tédio que me consome,
todas as 24 horas do dia,
fora a decepção de ontem a decepção de hoje,
e a desesperança crônica no amanhã,
tenho vontade de chorar,
raiva de não poder,
quero gritar até ficar rouco,
quero gritar até ficar louco,
isso sem contar com a ânsia de vômito, reação a tal pergunta idiota
… Fora tudo isso, tudo bem.
Ela some, momento três: Ela volta.
Nesse meio tempo eu me pergunto: E eu com isso?!
Elisa por onde você anda?? Tudo bom??
Não tenta me fazer de idiota (eu penso) você já sabe as respostas.
—– Eu continuo:
Continuo com o mesmo endereço.
continuo com o mesmo cep.
aliás continuo com o mesmo cpf.
continuo no mesmo bairro.
continuo na mesma esquina (opa!),
continuo lendo três livros ao mesmo tempo.
continuo encolhendo os ombros e
fazendo caretas depois de bravos trovões.
continuo com os cadarços frouxos.
ontinuo falando mais palavrões do que
minha educação permitiria.
continuo gastando mais que minhas posses,
continuo pregando peças em mim mesma
e guardando os fantasmas nas cavetas e nos armários
todos os dias antes de dormir (um trabalho interminável).
continuo sorrindo para cada bebê que cruza o meu caminho.
continuo sorrindo quando acordo e faz frio,
quando posso usar botas e tirar o mofo dos casacos.
continuo sendo a pessoa mais descabela quando acorda.
continuo maníaca por música e carinho nas costas.
continuo me escondendo em lugares estranhos,
mas falando alto para aparecer entre amigos.
continuo falando rápido e baixo.
continuo tropeçando nas palavras e gaguejando quando muito excitada.
continuo sendo mais sincera do que deveria
(há muito me ensinaram que a sinceridade
é uma falha, para o bem ou para o mal).
continuo lutando com a minha auto-estima.
e toda vez que acho que não vou aguentar: continuo.
continuo cantarolando o tempo inteiro.
continuo esfregando os pés na cama antes de dormi.
continuo dizendo que não gosot das comidas muito antes de provar.
continuo a procurar sinais (mapeamento do corpo).
continuo tomando longos banhos.
continuo amando os amigos. continuo sendo alvo de pessoas mesquinhas.
continuo odiando as pessoas e preferindo os animais.
Quem me conhece, sabe.
não guardo nada para depois.
não economizo felicidade.
não economizo palavras.
não economizo vontades.
na verdade, não me economizo.
não espero o momento certo,
não tenho o perfume lacrado,
o vinho guardado,
a lingerie na caixa,
a surpresa pronta para a data especial.
toda hora é agora.
quase impossível deixar pra mais tarde.
pode ser um defeito devastador, eu sei.
mas não está em mim engolir desejos,
usar camisola rasgada pra dormir sozinha,
passar lavanda barata para ir ao supermercado,
dizer que não quando a vontade é dizer sim!
não está em mim fazer jogo, fazer tipo, esperar pra ver,
ficar com gosto do beijo não dado, deixar a página em branco
com medo de confessar. Ah, me poupe!
eu quero provar o inesperado,
improvisar meu mundo,
fazer sozinha, me enfeitar e me embebedar de mim.
quero muito mais do que sou,
quero tudo de nós dois,
quero o agora e quero o depois.
eu não gosto de rótulos, cansei de regras,
estou entendiada com tanta posologia na vida, acho
“modo de usar” um tanto quanto limitado,
considero uma pobreza de espírito essa moda
de ‘achar’, ‘julgar’ e ‘estereotipar’.
eu quero mais é ser feliz hoje, quero me sentir bem agora…
dá licença?
uso perfume francês de dia, te amo à noite, te odeio sem motivo,
tenho algumas tatuagens, poucas calcinhas, adoro all star, minha única
droga é salgada e quero casar com você agora.
você é poesia. eu? luta… eu não economizo no verbo amar.
depois de tantas juras e juros, não me dei por vencida:
você é o melhor investimento para o meu coração
(que vive na boca e acabou de sair do serasa).
crédito aprovado?
no mais, continuo igual para você continuar me encontrando. me salvando. continuo amando. continuo te amando. continuo te ouvindo sempre. continuo te admirando. continuo andando de mãos dadas. continuo sendo apenas a metade da sua metade. sua. feita sob medida. para sempre e sempre. até que você me peça para mudar.
“Não é todo dia que se tem a vida inteira.” tan cadão e pappon
“Agente vai passando por essa vida mesmo muito desprotegido.
capacete devia ser era no peito.” Anna k
“o amor é um droga. Só ocupa espaço” tanx cadão e pappon* Tenho culpa se gostei delas?! :D
“sou daqueles que num incêndio salvam o fogo”
joão victor (tirada de um blog destes da vida)
ando seco.
minhas mãos estão secas.
meus lábios estão secos.
meus pés estão secos.
devem estar fazendo companhia pro coração e cérebro.
tem sido uma vida seca.
dias e noites ressequidos, uma existência ressentida,
a mais pura caatinga emocinal.
sempre 340 graus à sombra, e nada além de um vento
modorrento e nicas de umidade.
e olha que passo creme, protetor labial, mas tudo não passa de paliativo,
de enrolação, no dia seguinte, tá lá a secura a me esperar,
recorrente testemunha ocular.
lembro de um amigo falando para outra amiga que ao passar creme,
apenas pioramos o assunto,
pois os poros ficam ainda mais preguiçosos.
ele recomendava álcool. sem piadinha, pliz,
embora eu mesma tenho vontade de las fezer-las.
pois o álcool tópico vai meio que dar um choque.
como se passa álcool no coração? eu tenho tentado via oral,
mas não parece surtir efeito, além
de acabar com o meu figado. afogar as mágoas?
elas aprendem a nadar. secura?
me apossando de guimarães rosa, quanta ousadia.
Na hora da despedida o que dói mais?! Encarar a situação e dá adeus ou não ir e saber que enquanto você fica escondido chorando só a pessoa em questão também chora só e parte. Não sei qual foi meu erro, nem tive a chance de escolher, o destino assim vez por mim e, agora choro aqui nesse quarto, pensando em você chorando na estrada, abalada por um fato que me abalou mesmo estando distante. É; Como diria Chico Buarque “O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração…”
Eu tenho exatas vinte e uma personalidades diferentes dentro de mim e todas, definitivamente todas, se odeiam. Eu me divirto com qualquer coisa, mas não sou de gargalhadas. Eu já fui mais engraçada, eu já tive dias piores, eu já falei muita besteira e até hoje eu sou simplesmente incapaz de abrir uma caixinha de cereal sem rasgar a tampa. Aquelas maldidas! :~ Eu tenho medo de quase tudo, eu falo demais o tempo todo, eu faço careta sem motivo, eu nunca aprendi a andar de bicicleta, eu faço piada até em funeral, eu tenho o senso de etiqueta de um neandertal e eu sorrio com a boca meio torta, por que é até charmosinho. E, se me deixarem eu fico aqui até amanhã dizendo que eu sou assim e assim e um pouquinho mais assim. Ah, e assado. Assado também. Sou muito assado de vez em quando.